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Descomplica...

Transporta as tuas energias para o que realmente importa.

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Abril 25, 2020

Joana Assunção

Dia da liberdade! Assim é conhecido o dia de hoje em Portugal. No dia 25 de Abril de 1974, o regime ditatorial foi destituído, iniciando-se uma nova era de democracia no nosso país. Um dia de revolução, um dia de liberdade, conquistado por jovens e destemidos militares e também pelo povo! Um dia que celebramos até hoje não só por respeito à coragem destes homens, como também pela liberdade que hoje vivemos e que me nos faz viver como cidadãos ativos na nossa sociedade, enquanto agentes de livre arbitro que somos! Não fossem estes homens corajosos e justos e não estaria neste momento a escrever este texto.

A mim este dia causa me uma nostalgia e uma felicidade que não sei explicar. Ao ouvir a épica música de Zeca Afonso, Grândola vila morena, sinto um arrepio que me eleva a alma! Sinto uma profunda admiração, respeito, gratidão e dever democrático perante todos aqueles que lutaram com a sua bravura para termos e sermos o que somos hoje. Sou Assistente Social e penso muitas vezes que se não fosse a democracia, hoje teria que lidar com a profissão que escolhi perante uma ideologia fascista, filantrópica e assistencialista que nada correspondem ao papel de um/a assistente social perante os cidadãos e a sociedade em si. Infelizmente não exerço e sinto-me muito triste e injustiçada perante esta situação e pelo rumo que a democracia tomou no nosso país (precariedade jovem laboral, sou da geração à rasca, mas isso são outros quinhentos), mas ainda assim vivo e sinto este dia com tal euforia como se daquela época tivesse feito parte.

Vamos esmiuçar o conceito: Perante a filosofia liberdade ou Libertatem (em latim) significa: “capacidade própria do ser humano de escolher de forma autónoma, segundo motivos definidos pela sua consciência”; Na política: “condição de autodeterminação de um povo ou de uma nação; estado do país que não está dependente de um poder estrangeiro”. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, no Artº19 a liberdade surge como um dos direitos fundamentais à vivência humana: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.” (dre.pt). Mais do que um conceito, mais do que um verbo ou de um direito, a liberdade deve de ser encarada como algo inato à vida e condição humana. Devemos garantir que a nossa liberdade seja respeitada, assim como respeitar a liberdade dos outros indivíduos.

Parece contraditório falar de liberdade e de celebração neste dia, que, em um ano normal, seria comemorado nas ruas com a euforia do povo. Perante a situação que estamos a atravessar, muitos de nós sentem-se presos, impedidos de viver a sua vida e as suas rotinas, mas se pensarmos bem nunca foi tão urgente e de tão sentido falar de liberdade! Se a liberdade parte do pressuposto de respeitar os interesses de todos e de cada um, não vos parece que é isso mesmo que estamos a fazer? Quando tomámos a iniciativa de cumprimos o isolamento social e de respeitar o espaço dos outros em espaços comerciais por exemplo, é isso mesmo que estamos a fazer. Estamos a agir conforme os parâmetros básicos da liberdade, pois esta não é inata apenas a nós próprios. Para que possamos todos viver civicamente em sociedade, ao respeitarmos a liberdade do outro, estamos a respeitar a nossa também. Parece contraditório, mas no fundo não é. Reflitam sobre isto e chegarão ao meu raciocino. Mais que não seja para encararmos esta situação com um outro olhar.

Fica ainda aqui o link para a épica música do Zeca Afonso e um cartoon exclusivo da autoria de André Carrilho publicado no jornal Diário de Noticias, alusivo ao 25 de Abril, à pandemia e à esperança que necessitamos para acreditar que vamos ficar todos bem!

Mantenham-se fortes e corajosos tal e qual como há quarenta e seis anos atrás como os nossos capitães de Abril, os militares e o povo o foram! Por cada um de vós, por nós e por Portugal. Viva a democracia e a liberdade! Viva Portugal!

 

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https://youtu.be/gaLWqy4e7ls - Zeca Afonso, Grândola Vila Morena 

Abril 17, 2020

Joana Assunção

Minha querida quarentena vim aqui só para te agradecer pelas coisas que me tens proporcionado!

É certo que me sinto um bocadinho cansada de estar fechada em casa, cansada de ter saudades dos meus, das minhas rotinas, de me sentir um bichinho do mato por andar sempre de fato de treino…Mas tens me dado coisas tão boas!

Estou de quarentena há um mês! Exatamente um mês; 4 semanas; 30 dias;720 horas;43.200 minutos; 2.592.000 segundos! Muitos números que revelam a minha capacidade de resiliência perante este isolamento social.

O meu local de trabalho encerrou temporariamente (sinto-me uma sortuda por ter a possibilidade de ficar em casa) mas contínuo de mangas arregaçadas entretida com o que posso. Recuso-me a sair de casa, sem que seja para ir ao supermercado comprar bens alimentares, de higiene e limpeza em que levo uma lista estruturada com o intuito de demorar o mínimo tempo possível dentro do mesmo; Faço também umas caminhadas, ajudam a limpar corpo e mente.

Recuso-me a permanecer de pijama o dia inteiro e a ficar em frente à tv! Tento manter-me sempre ocupada, inventei uma nova rotina, recomecei projetos que estavam inacabados, comecei novos, passei a fazer coisas que já não fazia e que me dão imenso gosto…Reinventei-me! O ser humano tem uma capacidade de adaptação incrível, esta situação prova isto mesmo!

Nem sempre é fácil lidar com alguma ansiedade que me parece natural perante esta situação, mas passa. O importante é nunca baixar os braços.

Encontrei um site que tem umas ilustrações bem giras disponibilizadas por vários artistas e que podemos descarregar e imprimir para dar uso à nossa capacidade de originalidade e ajudar nos cognitivamente para que não fiquemos enferrujados nesta quarentena. Deixo-vos a hiperligação para que tenham serões agradáveis: https://sebentadaquarentena.com/sebenta

A ilustração que se segue foi retirada do site que referi em cima e pintada por mim.

Mantenham-se fortes e corajosos!

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Abril 02, 2020

Joana Assunção

Venho falar-vos de amor. Amor no seu sentido lato da palavra e na sua serenidade.

O Amor para ser praticado, não precisa de ser apenas (nem deve) entre duas pessoas, neste caso enquanto casal; ou no seio da família. O amor existe enquanto sentimento que nos leva à felicidade, ainda que efémera já todos sabemos que assim é.

Falo de amor pela vida, pelas coisas que fazemos (trabalho ou determinadas atividades que nos transmitem prazer), pelo mundo e tudo aquilo que coabita nele, por nós mesmos, por todos os seres humanos e até animais que fazem parte da nossa vida.

Este sentimento transforma e renova-nos. Quando nos sentimos tristes o que fazemos? A tendência é recorrermos a pessoas ou coisas boas (memórias, lugares, etc.) que nos transmitem amor, pois este é a base de tudo.Ele cura. 

O amor tem que ser encarado como algo que se dá por dar e nunca como uma moeda de troca. Não pode nunca haver cobrança. Se não for dado e recebido como algo que é natural tal como é, não é amor.

Quando amamos algo ou alguém, estamos a amarmo-nos a nós próprios.

Valorizemos o amor e aquilo que ele nos pode dar. Não o menosprezem, nem o tratem como algo que é simples e de uso esporádico. Usem-no e abusem, sem moderação, mas nunca como algo descartável.

Para que reflitam melhor sobre o que aqui pretendi transmitir, abaixo encontram algumas frases que me inspiraram para a elaboração deste texto. Encontrei-as num artigo da revista Zen Energy nº 132, intitulado "O que se passa com o amor?" da autoria de Joana Costa.

 

-“Acredito que a essência do amor é pura e livre de julgamento”;

- “Amor é liberdade. Amor é deixar ir aceitando, tranquilamente, que não sabemos se volta (nem importa) ”;

- “Amor é criar um arco-íris em momentos de tempestade”;

- “Amor é cuidar sem apegar. Cuidar de nós. Cuidar do mundo”;

- “Amor é guardar e deixar ir no mesmo momento”;

- “Amor é semear e colher ao mesmo tempo”.

 

Amem, sejam amados e sejam felizes. 

Abril 01, 2020

Joana Assunção

 

O mundo mudou!

As pessoas mudaram com ele!

Tudo à nossa volta mudou!

As cidades meteram-se dentro delas próprias!

As varandas e janelas das casas encheram-se de pessoas que olham para o horizonte na esperança de alcançarem dias melhores.

O medo do presente e a insegurança sobre o futuro são avassaladoras para as nossas mentes.

A mudança nem sempre é fácil, mas neste contexto em que vivemos atualmente é estritamente necessária.

Todos lutamos contra algo desconhecido, invisível, mas que nos atormenta e assusta tanto.

Estamos a aprender novos hábitos, uma nova maneira de viver, a respeitar o espaço dos outros de uma forma que nunca nos passou pela cabeça. Agora sim muitos de nós encaram o verdadeiro significado do conceito de comunidade. Mais do que nunca é urgente olharmos todos para o mesmo lado e nunca perder a esperança.

Protegermo-nos a nós, aos nossos e aos outros é um ato de altruísmo e de amor.Amor pelo país, amor pelo mundo inteiro.

Um dia, num futuro próximo vamos contar esta história aos nossos netos e dizer-lhes: CONSEGUIMOS! Fomos fortes e conseguimos salvar a nossa nação e o mundo!

A foto apresentada apareceu-me hoje no feed do meu Instagram, publicada por um colega de escola que trabalha no aeroporto da Portela em Lisboa. Parece-me que o universo nos está a transmitir esperança e força.

Acreditem: VAMOS TODOS FICAR BEM.

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Autor da foto: Fábio Sá . 

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