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Descomplica...

Transporta as tuas energias para o que realmente importa.

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Transporta as tuas energias para o que realmente importa.

Julho 27, 2020

Joana Assunção

Venho falar vos de ciclos…Os ciclos da vida!

A vida é feita de ciclos que se vão construindo e desconstruindo ao longo do nosso processo de crescimento enquanto pessoas. Desde que nascemos, percorrermos sem nos darmos conta caminhos infinitos ao longo da nossa vida que nos levam a determinados lugares e experiencias que fazem parte da nossa construção pessoal e nos transmitem bagagem (os chamados pilares da vida) para nos tornarmos diferentes uns dos outros. Ninguém é igual a ninguém, ainda que alguns tenham experiencias de vida idênticas, pois cada pessoa tem a sua história, o seu caminho.

Ao longo desse caminho vamos conhecendo pessoas que nos são mais ou menos importantes, mas que por algum propósito fizeram parte desse ciclo porque ali tinham que estar para nos levarem onde o destino nos queria levar, onde a vida quis que fossemos para nos tornarmos naquilo que somos hoje.

Muitas vezes sentimos nos tristes, frustrados, revoltados com situações menos boas em que a vida se encarrega de afastar do nosso caminho esta ou aquela pessoa que nos era especial…Nunca encarem isto como algo negativo, ainda que vos pareça a coisa mais absurda de se dizer neste momento (se estiverem a passar por algo menos bom), encarem como algo positivo. A vida está a dar vos a oportunidade de fechar um ciclo e de iniciar um novo! Existe algo melhor que estrear algo novo? Pensem na euforia que é visitar um pais diferente, de estrear uma peça de roupa nova, de sentir o cheiro de um livro novo… (coisas que eu gosto, podem adaptar ao vosso gosto), agora pensem na oportunidade que a vida vos está a dar de iniciar um novo ciclo! Um novo começo, uma nova vida, novas pessoas, novas risadas, novas energias, novos lugares…Tanta coisa nova para ser descoberta e vivida!

As pessoas que outrora vos foram especiais, vão sempre continuar a ser, nos vossos corações! As coisas boas nunca serão esquecidas, ficam para sempre num cantinho de recordações no nosso coração. Pensem naquela gaveta que de vez em quando abrirmos, espreitamos e voilá encontramos aquele objeto de que gostávamos tanto, mas acabamos por o substituir por outro, mas que ainda assim nos trás boas energias pois outrora foi tão importante para nós. Com as pessoas especiais é exatamente igual.

Em momento algum alimentem sentimentos maus! Deixem ir, tal e qual como deixaram entrar nas vossas vidas. Deixem a vida fazer a sua parte, traçar o vosso destino. Agradeçam a Deus, à vida, ao que quiserem, mas agradeçam! Pelos ensinamentos que essa pessoa e o ciclo que viveram juntas se ter realizado! Sejam gratos por o destino a ter colocado no vosso caminho e por todos os momentos que partilharam juntas, encarem os bons como recordações que vos transmitem felicidade e os maus como ensinamentos que vos tornaram na pessoa que são hoje!

Tudo tem um propósito e os caminhos da vida levam-nos a ciclos maravilhosos cheios de luz. Cabe a cada um de nós escolher a cor que quer para essa luz…Escolham várias! Por um mundo colorido, cheio de amor. Permitam-se viver esta vida cheia de luz onde se constroem e desconstroem a vocês próprios, dando sempre o melhor de vós da forma como conseguirem e acharem mais correta, mas permitam-se dar-vos aos outros e aceitem a dádiva que os outros vos querem oferecer.

Sejam felizes e descompliquem sff! A vida é tão fácil de ser vivida…!

Julho 17, 2020

Joana Assunção

A Rua de Santa Catarina no coração da baixa do Porto, é uma rua especial. O que a compõe e transforma são as gentes da Invicta que por lá passam, pelos trabalhadores das várias lojas que por lá existem, pelos turistas que a descobrem, pelos artistas que nos dão um bocadinho de si (seja pela música, pelo desenho, pela dança entre outros).

No meio de toda esta vida existe um senhor igualmente especial, que também ele compõe esta rua. Este senhor adora conversar, é extremamente simpático, de uma cultura de se lhe tirar o chapéu, anda sempre lado a lado com a boa disposição e encara a vida com uma positividade que inspira!

Ele vive do artesanato de bijuteria que ele próprio faz e vende nesta rua há mais de quinze anos. Sempre que o sol brilha na bela cidade da Invicta, lá está ele a montar o seu carrinho logo pela manhã. Quando chove fica no armazém a fazer as bijus, mas não há dia que não passe pelas pessoas com quem simpatiza e não dê três dedos de conversa. Este senhor é uma espécie de formiga, mas ao contrário, trabalha de inverno no seu viveiro, para no verão estar mais à vontade a vender o seu ganha pão.

Com o boom do turismo vivido na cidade, viu o seu negócio dar-lhe frutos daqueles bons, no entanto com a chegada da pandemia teve que ficar em quarentena como tantos de nós e após esta situação surgiu-lhe uma notícia que o entristeceu: Quiseram alguns senhores capitalistas que os artesãos saíssem da rua de Santa Catarina e fossem deslocados para outra rua nas artérias da baixa, muito menos movimentada. Esta nova rua, não tem vida, não junta tantos turistas e fica escondida! A probabilidade deste senhor vir a perder rendimento é infelizmente elevada, já sem contar com o que perdeu desde o início da pandemia, quando a cidade parou!

Enquanto aguarda a autorização da licença e a nova barraquinha que lhe foi prometida para poder exercer a sua atividade profissional na rua para onde foi deslocado e estando impedido de vender na Rua de Santa Catarina, encontram no agora ainda nesta rua a tocar tambores africanos com a garra de um jovem de vinte anos, mesmo no meio do som da música dos artistas que alegram a rua, do barulho causado pelo congestionamento de pessoas e certamente contra a vontade dos tais capitalistas. Não é o dinheiro que recebe (ou não) que das pessoas que por ali passam e que apreciam o som dos tambores, é o estar ali na rua, na sua rua!

Diz-me em tom de riso: “ Aqui ao menos tenho-vos a vocês!” Por mais pessoas como este senhor no mundo! É urgente termos pessoas que nunca baixam os braços a nenhuma adversidade da vida e que mesmo contra a vontade de muitos continuam a batalhar por aquilo em que acreditam.

Maio 04, 2020

Joana Assunção

DESCONFINAMENTO!

Soa a um enorme palavrão sem ser uma asneirada! Parece que a situação que experienciamos durante quase dois meses vai finalmente abrandar (só a situação, o vírus continua por ai, cautela sim?) e com isto aos poucos a nossa sociedade e as nossas rotinas vão voltar aos pouquinhos à normalidade.

Hoje regresso à tal normalidade! Mas afinal que raio é isto?!Parece me que tal como eu muitos portugueses se encontram com esta interrogação! Ficamos tanto tempo confinados que agora a normalidade é que nos soa a estranho! Nada daquilo por que passámos, por que sentimos, que experienciámos, nos é estranho neste momento! Estranho é voltar a andar nas ruas da cidade, andar de transportes, ver mais pessoas que tal como eu tem que voltar às suas rotinas.

Ao entrar no transporte que tive apanhar para voltar há minha rotina normal, tive uma sensação estranha! Como se deste mundo eu não fizesse parte, senti-me num daqueles filmes de ficção científica em que algo de muito mau acontece ao mundo e os humanos tem que viver com esse mal, estando toda a espécie em perigo de extinção! Já o tinha sentido na altura em que tudo parou, nos primeiros dias em que comecei a perceber que há minha volta haviam pessoas tristes, assustadas e ansiosas nas ruas! Hoje tornei a sentir, mas de uma forma muito mais avassaladora! Ver as pessoas todas de mascara na cara, só com os olhos à mostra deixa-me com um sentimento de tristeza profunda. Dizem que os olhos são o espelho da alma, quer então dizer que a partir de hoje vamos ter que observar apenas a alma de cada pessoa! Sente-se no olhar dos outros uma sensação de tristeza, de insegurança e de revolta. Tristeza pela situação que todos vivemos, insegurança pela sua saúde e dos demais e revolta por estarem a viver algo que nunca imaginaram ter que viver e do qual não são responsáveis.

As autoridades de Segurança pública que se veem nas ruas também me provocaram (ups espirei agora mesmo, senti alguns olhares ameaçadores vindos na minha direção) esse tal sentimento de tristeza profunda e ao mesmo tempo de questionamento. Não pela sua ação de prática e pelo desempenho das suas atividades laborais no momento em que os vi (um bem haja a estes profissionais), mas pela questão que se segue: É preciso haver polícias e seguranças nas ruas, nas entradas dos transportes e dentro dos mesmos para chamarem a atenção dos indivíduos de que a utilização da máscara é essencial e obrigatória para que todos possamos regressar ao quotidiano?!As pessoas não sabem respeitar esta regra e cumprir com a sua parte?!Meus caros se ainda não perceberam que só assim é que podemos vencer o vírus então estamos ainda a meio da superação deste problema!

Não basta estar fechado em casa e pensar que se cumpre com as regras e com o dever cívico! Estar em casa revelou-se algo fácil porque nos sentimos protegidos, ainda que seja chato e essas coisas todas, mas é fácil. Metemo-nos na nossa bolha e tudo se torna fácil. O difícil é andar oito horas por dia com as máscaras na cara e encarar isto como um dever cívico! Façam-no por vós sim, mas essencialmente pelos outros! E não se sintam obrigados, mas encarem-no como algo positivo e benéfico para a nossa sociedade. Como quando fazemos reciclagem ou quando deixámos de utilizar os sacos de plástico em prol do ambiente. Ainda que nem toda a gente o faça, notei uma reviravolta exponencial neste aspeto de há uns anos para cá, parece que virou moda, que é chique e tal e ainda bem que assim é! Façam o mesmo com as mascaras pff! Só assim podemos combater e lutar contra esta pandemia que rouba vidas e saúde. Pensem que se todas as pessoas as usarem o risco de propagação do vírus é quase nula. Pensem nisto como se vissem um slogan nos outdoors das cidades a dizer: Eu uso, tu também usas! Pelo bem de todos.

Deixo-vos a última foto que tirei durante o meu confinamento. Flores do campo que apanhei durante a minha caminhada diária e que levei para minha casa para alegrar o ambiente e o tornar positivo e acolhedor. Reflitam sobre como algo tão simples consegue transformar o ambiente envolvente. Agora pensem no quanto o vosso gesto do uso de máscara transforma o momento de alguém que se cruza convosco na rua.

Queria acabar este texto com uma frase bonita, mas não me ocorre nada a não ser apelar ao civísmo de cada um e ainda transmitir força para todos. Não se esqueçam: Mantenham-se fortes por vocês e pelos outros. ESTAMOS JUNTOS.

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Abril 25, 2020

Joana Assunção

Dia da liberdade! Assim é conhecido o dia de hoje em Portugal. No dia 25 de Abril de 1974, o regime ditatorial foi destituído, iniciando-se uma nova era de democracia no nosso país. Um dia de revolução, um dia de liberdade, conquistado por jovens e destemidos militares e também pelo povo! Um dia que celebramos até hoje não só por respeito à coragem destes homens, como também pela liberdade que hoje vivemos e que me nos faz viver como cidadãos ativos na nossa sociedade, enquanto agentes de livre arbitro que somos! Não fossem estes homens corajosos e justos e não estaria neste momento a escrever este texto.

A mim este dia causa me uma nostalgia e uma felicidade que não sei explicar. Ao ouvir a épica música de Zeca Afonso, Grândola vila morena, sinto um arrepio que me eleva a alma! Sinto uma profunda admiração, respeito, gratidão e dever democrático perante todos aqueles que lutaram com a sua bravura para termos e sermos o que somos hoje. Sou Assistente Social e penso muitas vezes que se não fosse a democracia, hoje teria que lidar com a profissão que escolhi perante uma ideologia fascista, filantrópica e assistencialista que nada correspondem ao papel de um/a assistente social perante os cidadãos e a sociedade em si. Infelizmente não exerço e sinto-me muito triste e injustiçada perante esta situação e pelo rumo que a democracia tomou no nosso país (precariedade jovem laboral, sou da geração à rasca, mas isso são outros quinhentos), mas ainda assim vivo e sinto este dia com tal euforia como se daquela época tivesse feito parte.

Vamos esmiuçar o conceito: Perante a filosofia liberdade ou Libertatem (em latim) significa: “capacidade própria do ser humano de escolher de forma autónoma, segundo motivos definidos pela sua consciência”; Na política: “condição de autodeterminação de um povo ou de uma nação; estado do país que não está dependente de um poder estrangeiro”. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, no Artº19 a liberdade surge como um dos direitos fundamentais à vivência humana: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.” (dre.pt). Mais do que um conceito, mais do que um verbo ou de um direito, a liberdade deve de ser encarada como algo inato à vida e condição humana. Devemos garantir que a nossa liberdade seja respeitada, assim como respeitar a liberdade dos outros indivíduos.

Parece contraditório falar de liberdade e de celebração neste dia, que, em um ano normal, seria comemorado nas ruas com a euforia do povo. Perante a situação que estamos a atravessar, muitos de nós sentem-se presos, impedidos de viver a sua vida e as suas rotinas, mas se pensarmos bem nunca foi tão urgente e de tão sentido falar de liberdade! Se a liberdade parte do pressuposto de respeitar os interesses de todos e de cada um, não vos parece que é isso mesmo que estamos a fazer? Quando tomámos a iniciativa de cumprimos o isolamento social e de respeitar o espaço dos outros em espaços comerciais por exemplo, é isso mesmo que estamos a fazer. Estamos a agir conforme os parâmetros básicos da liberdade, pois esta não é inata apenas a nós próprios. Para que possamos todos viver civicamente em sociedade, ao respeitarmos a liberdade do outro, estamos a respeitar a nossa também. Parece contraditório, mas no fundo não é. Reflitam sobre isto e chegarão ao meu raciocino. Mais que não seja para encararmos esta situação com um outro olhar.

Fica ainda aqui o link para a épica música do Zeca Afonso e um cartoon exclusivo da autoria de André Carrilho publicado no jornal Diário de Noticias, alusivo ao 25 de Abril, à pandemia e à esperança que necessitamos para acreditar que vamos ficar todos bem!

Mantenham-se fortes e corajosos tal e qual como há quarenta e seis anos atrás como os nossos capitães de Abril, os militares e o povo o foram! Por cada um de vós, por nós e por Portugal. Viva a democracia e a liberdade! Viva Portugal!

 

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https://youtu.be/gaLWqy4e7ls - Zeca Afonso, Grândola Vila Morena 

Abril 17, 2020

Joana Assunção

Minha querida quarentena vim aqui só para te agradecer pelas coisas que me tens proporcionado!

É certo que me sinto um bocadinho cansada de estar fechada em casa, cansada de ter saudades dos meus, das minhas rotinas, de me sentir um bichinho do mato por andar sempre de fato de treino…Mas tens me dado coisas tão boas!

Estou de quarentena há um mês! Exatamente um mês; 4 semanas; 30 dias;720 horas;43.200 minutos; 2.592.000 segundos! Muitos números que revelam a minha capacidade de resiliência perante este isolamento social.

O meu local de trabalho encerrou temporariamente (sinto-me uma sortuda por ter a possibilidade de ficar em casa) mas contínuo de mangas arregaçadas entretida com o que posso. Recuso-me a sair de casa, sem que seja para ir ao supermercado comprar bens alimentares, de higiene e limpeza em que levo uma lista estruturada com o intuito de demorar o mínimo tempo possível dentro do mesmo; Faço também umas caminhadas, ajudam a limpar corpo e mente.

Recuso-me a permanecer de pijama o dia inteiro e a ficar em frente à tv! Tento manter-me sempre ocupada, inventei uma nova rotina, recomecei projetos que estavam inacabados, comecei novos, passei a fazer coisas que já não fazia e que me dão imenso gosto…Reinventei-me! O ser humano tem uma capacidade de adaptação incrível, esta situação prova isto mesmo!

Nem sempre é fácil lidar com alguma ansiedade que me parece natural perante esta situação, mas passa. O importante é nunca baixar os braços.

Encontrei um site que tem umas ilustrações bem giras disponibilizadas por vários artistas e que podemos descarregar e imprimir para dar uso à nossa capacidade de originalidade e ajudar nos cognitivamente para que não fiquemos enferrujados nesta quarentena. Deixo-vos a hiperligação para que tenham serões agradáveis: https://sebentadaquarentena.com/sebenta

A ilustração que se segue foi retirada do site que referi em cima e pintada por mim.

Mantenham-se fortes e corajosos!

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Abril 02, 2020

Joana Assunção

Venho falar-vos de amor. Amor no seu sentido lato da palavra e na sua serenidade.

O Amor para ser praticado, não precisa de ser apenas (nem deve) entre duas pessoas, neste caso enquanto casal; ou no seio da família. O amor existe enquanto sentimento que nos leva à felicidade, ainda que efémera já todos sabemos que assim é.

Falo de amor pela vida, pelas coisas que fazemos (trabalho ou determinadas atividades que nos transmitem prazer), pelo mundo e tudo aquilo que coabita nele, por nós mesmos, por todos os seres humanos e até animais que fazem parte da nossa vida.

Este sentimento transforma e renova-nos. Quando nos sentimos tristes o que fazemos? A tendência é recorrermos a pessoas ou coisas boas (memórias, lugares, etc.) que nos transmitem amor, pois este é a base de tudo.Ele cura. 

O amor tem que ser encarado como algo que se dá por dar e nunca como uma moeda de troca. Não pode nunca haver cobrança. Se não for dado e recebido como algo que é natural tal como é, não é amor.

Quando amamos algo ou alguém, estamos a amarmo-nos a nós próprios.

Valorizemos o amor e aquilo que ele nos pode dar. Não o menosprezem, nem o tratem como algo que é simples e de uso esporádico. Usem-no e abusem, sem moderação, mas nunca como algo descartável.

Para que reflitam melhor sobre o que aqui pretendi transmitir, abaixo encontram algumas frases que me inspiraram para a elaboração deste texto. Encontrei-as num artigo da revista Zen Energy nº 132, intitulado "O que se passa com o amor?" da autoria de Joana Costa.

 

-“Acredito que a essência do amor é pura e livre de julgamento”;

- “Amor é liberdade. Amor é deixar ir aceitando, tranquilamente, que não sabemos se volta (nem importa) ”;

- “Amor é criar um arco-íris em momentos de tempestade”;

- “Amor é cuidar sem apegar. Cuidar de nós. Cuidar do mundo”;

- “Amor é guardar e deixar ir no mesmo momento”;

- “Amor é semear e colher ao mesmo tempo”.

 

Amem, sejam amados e sejam felizes. 

Abril 01, 2020

Joana Assunção

 

O mundo mudou!

As pessoas mudaram com ele!

Tudo à nossa volta mudou!

As cidades meteram-se dentro delas próprias!

As varandas e janelas das casas encheram-se de pessoas que olham para o horizonte na esperança de alcançarem dias melhores.

O medo do presente e a insegurança sobre o futuro são avassaladoras para as nossas mentes.

A mudança nem sempre é fácil, mas neste contexto em que vivemos atualmente é estritamente necessária.

Todos lutamos contra algo desconhecido, invisível, mas que nos atormenta e assusta tanto.

Estamos a aprender novos hábitos, uma nova maneira de viver, a respeitar o espaço dos outros de uma forma que nunca nos passou pela cabeça. Agora sim muitos de nós encaram o verdadeiro significado do conceito de comunidade. Mais do que nunca é urgente olharmos todos para o mesmo lado e nunca perder a esperança.

Protegermo-nos a nós, aos nossos e aos outros é um ato de altruísmo e de amor.Amor pelo país, amor pelo mundo inteiro.

Um dia, num futuro próximo vamos contar esta história aos nossos netos e dizer-lhes: CONSEGUIMOS! Fomos fortes e conseguimos salvar a nossa nação e o mundo!

A foto apresentada apareceu-me hoje no feed do meu Instagram, publicada por um colega de escola que trabalha no aeroporto da Portela em Lisboa. Parece-me que o universo nos está a transmitir esperança e força.

Acreditem: VAMOS TODOS FICAR BEM.

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Autor da foto: Fábio Sá . 

Março 23, 2020

Joana Assunção

Hoje escrevo sobre  lembranças boas que me fazem sorrir.

Escrevo sobre uma casa grande, antiga, fria devido à sua construção centenária, com janelas enormes, móveis de madeira escura esculpidos com padrões bonitos, entrelaçados a dançarem com a decoração do espaço; com uma varanda espetacular com vista para um quintal enorme, verde e cheio de arvóres e de plantas, com uma horta com couves gigantes, com casinhas onde viviam animais, coelhos, galinhas, porcos e gatinhos.Muitos gatinhos que eram de todos e não eram de ninguém, com um cão velhinho que ao ladrar soava a roquidão, com passáros que por lá andavam a namorar as flores que lá nasciam. Era sempre primavera naquele quintal.

Foi lá que vivi o primeiro ano da minha vida e ali viviam os meus avós paternos .O meu avô um homem alto, forte, nem sempre carinhoso ,mas que eu sei que com o jeito dele, este homem durão me ama; a minha avó igualmente alta, esguia de corpo, de cabelo curto e de um negro tipo carvão, uma pessoa doce, meiga e arrasada pela vida!

No meu quatro ano da escola primária, o meu avó ia sempre buscar-me à escola para almoçar.A ementa pouco variava. Era quase sempre as postas de pescada com legumes cozidos, que eu detestava ou a carne de porco ou de novilho que eles produziam em casa.Bebia sempre e sem excessão o refresco de café que a minha avó fazia com as sobras do café do pequeno almoço.Quase que lhe sinto o cheiro.

A minha avó queria que eu fosse costureira.Era esta a sua profissão.Ensinou-me ponto de cruz, a pregar botões em camisas, a fazer bainhas.O resto não consegui aprender , quis a vida que a sua mente fosse para um lugar longícuo, onde a doença de Alzeimer tomou conta dela. Do meu nome completo e data de nascimento ela nunca se esqueceu.

Antes disto ensinou-me também a passar a ferro, a tirar nodóas das roupas e tantas outras coisas boas.Escrevia-me em papeís as orações às santas em que ela acreditava.Fazia-me ler , decorar e depois recita-las, como se de uma peça de teatro se tratasse.Eu esquecia-me de tudo, a minha atenção estava no quintal , queira ver as flores a balançar numa dança com o vento.

Ela também achava que eu havia de ser pianista! - "Tens dedos grandes e finos filha, são dedos de pianista". 

Contava-me tantas histórias da sua mocidade, levava-me aos sítios por onde ela cresceu e se fez mulher. Tinha orgulho em dizer às senhoras que estavam nas janelas das casas por onde passávamos: "É a Joana, a filha do Zé" .Toda a gente me conhecia, mas ela fazia sempre o mesmo.

Hoje veio-me o cheiro do refresco de café da minha avó.Um cheiro tão intenso como se tivesse viajado no tempo e me encontrasse sentada à mesa da cozinha, de costas para a porta, sem chegar com os pés ao chão a mastigar pela milésima vez a bola da posta de pescada que tinha na boca. 

Ser criança é algo magnífico, mas melhor que isso são as pessoas que nos envolvem com o seu amor e ternura.E pensar eu que um refresco de café me ia vir à cabeça mais de vinte anos depois!

 Não me vou esquecer nunca do teu refresco de café vó Adelaide.

Com amor da filha do Zé. 

Março 19, 2020

Joana Assunção

Era uma vez uma menina que vivia num mundo só dela, como que numa bolha.Este mundo era repleto de cor .Tudo o que estava fora dessa bolha parecia feio e cinzento, sem cor!O que era menos correto incomodava-a e faziam-na pensar que vivia no mundo errado (se é que existe outro). Sonhou em mudar o mundo!

Um dia essa menina cresceu e percebeu que não era o mundo que estava errado, mas sim ela.Não se pode mudar o mundo, não se podem mudar as pessoas que coabitam nele, era mais fácil adaptar-se a esse mundo triste, cinzento, cheio de coisas menos boas. Com esta sua entrega a menina percebeu que o mundo não era assim tão mau, que existam cores em toda a parte e que afinal até haviam pessoas boas que tornavam o mundo mais bonito.Isto deu-lhe ânimo para continuar e se tornar mulher.

Durante o seu percurso aprendeu muitas coisas, mas houveram duas que para ela são verdadeiramente importantes: A esperança e a gratidão. A esperança em nunca deixar de acreditar em algo que queremos e merecemos muito; a gratidão por todas as coisas boas que lhe acontecem e a fazem sentir-se feliz e até pelas menos boas que a fortalecem e lhe proporcionam bagagem para enfrentar o que quer que seja!

Nunca se esquece das pessoas com que partilha as suas alegrias, as suas vitórias , as suas tristezas.Também não se esquece daquelas que cruzaram a sua vida em episódios menos bons e que a tornaram forte e destemida. Coragem e destreza não lhe faltam e anda sempre de mão dada  com a liberdade!

É filha, neta, irmã de duas, sobrinha, afilhada, namorada,amiga dos seus amigos. Adora socializar, ler, fala pelos cotovelos, escreve ainda mais, de sorriso fácil, e de uma energia igualável!Vê na energia do sol a cura para todos os males, venera a natureza e vibra com as ondas do mar.

Guarda em si sonhos e gargalhadas.Quando tiver setenta anos vai viajar pelo norte de África na sua auto caravana e partilhar com quem menos sabe tudo aquilo que ela foi adquirindo ao longo da vida.

Prazer!Esta é a autora deste blog: A Joaninha para a família e para os amigos, ora não fosse ela meio metro de gente.

Deixem-me contar-vos só mais uma coisa, mas prometam-me segredo pff: Ela ainda acredita que um dia vai mudar o mundo!

 

 

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